Reta final nos EUA; começa a COP22…

Obama na paz

A Casa Branca divulgou comunicado afirmando que o presidente Barack Obama continua a ter “confiança” no diretor do FBI, James Comey. Segundo a nota, o presidente o vê como um homem de “integridade” e “princípios”. Líder das investigações sobre o uso do servidor pessoal de e-mails da candidata democrata, Hillary Clinton, Comey causou polêmica ao reabrir o caso apenas duas semanas antes da eleição. Mas no domingo 6 o FBI anunciou que não havia encontrado nada irregular no conteúdo das mensagens e que não indiciaria Hillary. Obama havia alfinetado Comey na semana passada ao dizer que o caso contra Hillary não deveria se basear em “insinuações” e “informações incompletas”.

_

Reta final

Na véspera da eleição presidencial americana, marcada para terça-feira 8, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump passaram por diversos estados, concentrando forças nos chamados swing states — locais indecisos e potencialmente decisivos —, como Carolina do Norte, Pensilvânia e Michigan. Duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira mostram Hillary na liderança: na da Bloomberg ela está 3 pontos à frente e na da Fox News, emissora tradicionalmente republicana, ela lidera por 4 pontos. A probabilidade de vitória da democrata é de 68,3%, de acordo com o site de estatísticas políticas FiveThirtyEight.

_

Aliados de peso

Pelo lado de Hillary, os aliados foram às ruas, com o presidente Barack Obama e o vice-presidente Joe Biden fazendo campanha pela democrata. Mais à noite, no ato final da campanha, os Obama e os Clinton unem forças na Filadélfia, no estado da Pensilvânia — tradicionalmente pró-democrata. Participam o presidente Obama, a primeira-dama Michelle Obama, além do ex-presidente Bill Clinton, marido de Hillary, e sua filha, Chelsea. Donald Trump, por sua vez, não contou com a presença de figurões republicanos e apareceu apenas ao lado do vice, Mike Pence.

_

Começa a COP22

Conhecida como COP22, a 22a Conferência do Clima das Nações Unidas teve início nesta manhã na cidade de Marrakesh, no Marrocos. O encontro vai até o dia 18 de novembro e uma de suas principais pautas é a implementação do Acordo de Paris, que entrou em vigor na sexta-feira 4 e estabelece metas para a temperatura global e para a redução de emissões de poluentes. Dos 196 signatários, 61 já ratificaram o texto, incluindo China e Estados Unidos. Para a chefe de assuntos climáticos da ONU, Patricia Espinosa, os objetivos do acordo não estão “garantidos” e é preciso “trabalhar rápido”. O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que se vai se opor ao acordo se for eleito.

_

May na Índia

Em visita à Índia até terça-feira 8, a premiê britânica, Theresa May, abriu o Encontro Indo-Britânico de Tecnologia ao lado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. É a primeira viagem de May desde que assumiu o cargo, em julho, e a premiê afirmou que escolheu a Índia devido à “parceria especial” entre os dois países — ela afirmou também que pode aumentar o número de vistos para estudantes indianos. Num cenário em que a União Europeia teve dificuldade para aprovar um acordo comercial com o Canadá, May disse que quer transformar o Reino Unido no “mais comprometido e apaixonado advogado do livre comércio no mundo”.

_

As privatizações russas

A Rússia publicou um decreto ordenando a venda de 19,5% de sua fatia de 70% na petrolífera estatal Rosneft. O processo precisa ser concluído até o dia 5 de dezembro e deve conceder ao governo quase 9 bilhões de dólares. Com déficit de 3,7% do PIB, os russos planejam obter 15,7 bilhões de dólares com acordos de privatização em 2016. Até agora, o Estado já vendeu ações de sua participação na produtora de diamantes Alrosa e em outra petroleira, a Bashneft.

_

Privacidade do WhatsApp

Autoridades do Reino Unido ameaçaram processar a empresa de mídias sociais Facebook se a companhia usar dados dos usuários do aplicativo de mensagens WhatsApp sem consentimento. “Os usuários merecem um nível maior de proteção e informação”, disse a agência reguladora local em nota. Em agosto, o WhatsApp mudou sua política de privacidade e passou a compartilhar dados de seus usuários com o Facebook, que é dono do app de mensagens desde 2014. Mas, na época, o Facebook concordou em não colocar os britânicos no novo modelo.