Reino Unido está reavaliando vistos emitidos para empresários russos

Theresa May afirmou que o governo está revisando a emissão de vistos para evitar lavagem de dinheiro e transferências irregulares para o governo russo

São Paulo – A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou nesta terça-feira que seu governo fará uma revisão de vistos emitidos para empresários russos no passado. Segundo ela, será verificado se os beneficiários dessas permissões não cometeram eventuais irregularidades, como lavagem de dinheiro ou transferências irregulares de fundos para o governo russo.

May tratou do assunto enquanto falava a parlamentares sobre as consequências do episódio do envenenamento de um agente duplo russo e sua filha em território inglês. O governo de Londres afirma que o governo do presidente Vladimir Putin está envolvido no episódio e anunciou a expulsão de diplomatas russos, por causa disso. Várias outras nações da Europa e também os Estados Unidos fizeram o mesmo, enquanto a Rússia prometeu retaliar na mesma moeda.

A premiê comentou ainda que não há evidência de ações da Rússia para desestabilizar processos eleitorais no Reino Unido. Os russos foram apontados como suspeitos de manipulação durante a disputa presidencial vencida por Donald Trump, nos EUA. Segundo ela, porém, não há sinais de que tenha ocorrido o mesmo no caso da votação da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit.

May comentou também a polêmica que envolve o Facebook, por causa do suposto uso de informações da rede social de maneira inadequada por uma empresa britânica, Cambridge Analytica, que trabalhou na campanha de Trump. Segundo ela, a presença ou não no Parlamento britânico do executivo-chefe da empresa, Mark Zuckerberg, é uma decisão que o próprio executivo deve tomar.

Mas May disse esperar que os representantes da rede social que compareçam para tratar do assunto tenham respostas adequadas para os parlamentares e colaborem para esclarecê-lo: “Espero que Facebook reconheça por que isso é tão importante para as pessoas”, disse.