Reino Unido diz que cumprirá com obrigações legais do Brexit

O ministro das Relações Exteriores, no entanto, reconheceu que seu país terá que pagar à UE por abandonar o bloco

Londres – O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, admitiu nesta sexta-feira que o governo britânico “cumprirá com suas obrigações legais” e quitará suas contas pendentes com a União Europeia (UE) pelo “Brexit“.

Johnson reconheceu que seu país terá que pagar à UE por abandonar o bloco, após ter indicado no passado mês que não “reconhecia” o valor cobrado por Bruxelas como “conta” pelo “Brexit”, fixado entre 60 bilhões e 100 bilhões de euros.

Em declarações à emissora britânica “BBC Rádio 4”, o ministro afirmou que o Reino Unido “sem dúvida cumprirá com suas obrigações” legais com o bloco, quando restam três dias para o início da terceira rodada de negociações entre as partes em Bruxelas.

“Algumas das somas que vi me pareceram muito elevadas, mas certamente cumpriremos com as nossas obrigações”, afirmou Johnson nesta sexta-feira.

O chanceler ressaltou que os britânicos “se regem pela lei” e “pagam as suas contas”, e lembrou que o Reino Unido já contribuiu com “centenas de milhares de milhões ao longo dos anos”.

No entanto, Johnson especificou que com isto não quer dizer que “aceita a interpretação de (o responsável da UE pelas negociações para o “Brexit”, Michel) Barnier sobre quais são as nossas obrigações”.

“Estou dizendo que, sem dúvida, cumpriremos com as nossas obrigações legais tal e como as entendemos, e isso é o que se espera do governo britânico”, apontou.

Quanto às declarações do mês passado sobre essa conta do “Brexit”, Johnson indicou que na ocasião tinha sido perguntado sobre “somas muito elevadas, uns 100 bilhões de euros ou libras”, uma cifra que, reiterou hoje, “não reconhece”.

O político conservador evitou se pronunciar sobre outras questões fundamentais das negociações, como a possibilidade de chegar a um acordo de transição com a UE após a saída do bloco.

Com relação a esse ponto, apenas disse que uma questão “crucial” no processo é proporcionar “segurança”, além de destacar que os empresários britânicos querem ver “rapidez e eficiência”.