Reino Unido apoia criação de posto da África na ONU

William Hague se mostrou a favor da criação de um Conselho que inclua os países africanos

Johanesburgo – O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, se mostrou favorável nesta terça-feira a uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas com uma representação permanente para a África.

Hague, que desde segunda-feira visita a África do Sul, afirmou que a atual composição do organismo da ONU reproduz ‘o equilíbrio da época da Segunda Guerra Mundial’, e se mostrou a favor da criação de um Conselho que inclua os países africanos.

‘É tarefa dos países africanos determinar a natureza dessa representação. Não acredito que o restante do mundo deva tomar essa decisão’, afirmou o ministro britânico, entrevistado pela agência sul-africana ‘Sapa’, após uma conferência na Universidade do Cabo Ocidental, na Cidade do Cabo.

O Conselho de Segurança é formado por 15 países, dez deles temporários e cinco permanentes (Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia), com direito a veto.

No entanto, o Japão, a Alemanha, o Brasil e a Índia defendem uma reforma do Conselho que reflita a atual ordem mundial.

Antes da conferência, o chefe da diplomacia britânica se reuniu com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, após encontro na segunda com a titular das Relações Exteriores sul-africana, Maite Nkoana Mashabane.

Na Cidade do Cabo, Hague conversou com membros da comunidade somali na África do Sul, um dos países africanos com maior número de refugiados da Somália, às vésperas da conferência internacional sobre esse país que Londres fará no final do mês.

William Hague viajou nesta terça para Botsuana, onde ficará até quarta-feira. O ministro deve se reunir com empresas inglesas e conhecer de perto a indústria produtora de diamantes do país, além de se encontrar com o presidente, Seretse Khama Ian Khama, e o ministro das Relações Exteriores, Hon Phandu Skelemani.

Hague vai se reunir com grupos da sociedade civil e visitará projetos culturais e sociais apoiados pelo Reino Unido.