Putin promete ajuda a Cuba para modernização e reforma econômica

Putin destacou que a maior petrolífera russa, Rosneft, já começou os trabalhos de prospecção na plataforma continental da ilha

Moscou, 2 nov (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu nesta sexta-feira ajudar Cuba no processo de modernização e reforma econômica ao término do encontro realizado no Kremlin com o líder cubano Miguel Díaz-Canel.

“A Rússia oferece a Cuba ajuda para a construção da infraestrutura de transportes. Hoje falamos da renovação da rede ferroviária cubana”, disse o governante russo em um comparecimento à imprensa, no qual também condenou o bloqueio dos Estados Unidos ao país.

Putin destacou que a maior petrolífera russa, Rosneft, já começou os trabalhos de prospecção na plataforma continental da ilha, cujas reservas são estimadas em aproximadamente 20 bilhões de barris.

Além disso, o presidente russo destacou a importância do fornecimento de hidrocarbonetos russos para garantir a “independência energética” de Cuba, que viu uma redução notável nos últimos meses da chegada de petróleo venezuelano.

Putin também adiantou que a Rússia ajudará a restaurar a cúpula do Capitólio de Havana, sede da Assembleia Nacional, e que uma estação do sistema global de posicionamento e navegação russo Glonass, análogo ao GPS americano e ao Galileo europeu, será instalada em Cuba.

O presidente russo reconheceu que, embora o comércio de bens tenha registrado um crescimento de 17% no ano passado, continua sendo “modesto”, por isso os dois mandatários pediram a seus governos que aprovem acordos comerciais e projetos de investimento.

Díaz-Canel, por sua vez, aposta que a cooperação econômica bilateral alcançará o mesmo nível das relações políticas, que considerou “excelentes”.

O líder cubano expressou sua confiança de que a Rússia participará ativamente no programa de desenvolvimento da economia cubana e destacou quatro setores nos quais os dois países podem cooperar: o energético, o de transportes, o metalúrgico e o biotecnológico.

Além disso, os dois governantes assinaram uma declaração conjunta na qual condenaram as “sanções unilaterais”, a “ingerência” nos assuntos internos dos países e as guerras informativas para derrubar regimes, e pediram para que os EUA reavaliem a intenção de deixar o tratado de eliminação de mísseis nucleares de curto e médio alcance (INF). EFE