Putin decreta sanções contra Ucrânia em resposta a “ações inamistosas”

O decreto estabelece sanções econômicas contra a Ucrânia pelas ações que impõe restrições contra cidadãos e entidades da Federação da Rússia"

Moscou – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta segunda-feira um decreto para impor restrições econômicas à Ucrânia em resposta a “ações poucas amistosas” do país vizinho, que impôs uma série de sanções à Rússia, informou o Kremlin em comunicado.

O decreto estabelece concretamente a elaboração de “medidas econômicas especiais” contra a Ucrânia pelas “ações da Ucrânia pouco amistosas e contrárias à lei internacional, relacionadas com a imposição de restrições contra cidadãos e entidades da Federação da Rússia”.

O responsável do Comitê da Duma de Estado (equivalente à Câmara dos Deputados) para o Mercado Financeiro, Anatoli Aksakov, explicou que as “medidas econômicas especiais” contra a Ucrânia poderiam restringir o fornecimento de recursos energéticos e investimentos russos na economia do país vizinho, assim como as importações dos produtos agrícolas ucranianos, segundo a agência “RIA Novosti”.

Segundo o texto, o governo russo deve definir agora uma lista de pessoas e entidades que serão submetidas a uma série de sanções, elaborá-las e garantir sua aplicação.

As sanções russas podem ser canceladas se a Ucrânia suspender as suas, de acordo com o decreto, que serão aplicadas depois que a Ucrânia impôs em setembro restrições às empresas russas RZD Logistics, Promkompleksplast e Gazgolder, por sua colaboração com as repúblicas autoproclamadas de Lugansk e Donetsk, no leste ucraniano.

Alguns meses antes, em maio, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, assinou um decreto com novas sanções contra a Federação da Rússia e prolongou as impostas desde 2014, ano em que Putin anexou a Península da Crimeia.

As sanções da Ucrânia estão dirigidas contra quase 1.750 pessoas e mais de 750 entidades.

Em particular, afetam empresas russas dos âmbitos de defesa, indústria, tabaco, aviação, transporte, finanças, televisão e informática, assim como jornalistas, políticos, ativistas sociais, militares e empresários com negócios na Crimeia.