Protestos e explosões deixam 2 mortos e 24 feridos no Egito

Os mortos são um civil e um policial, segundo o Ministério da Saúde

Cairo – Pelo menos duas pessoas morreram e 24 ficaram feridas nos protestos convocados ontem pelos islamitas no Cairo, a capital do Egito, e na explosão de uma bomba em um trem na cidade de Alexandria, informou nesta sexta-feira o Ministério da Saúde egípcio.

Os mortos são um civil e um policial, segundo o ministério, enquanto a Irmandade Muçulmana denunciou a morte de três de seus seguidores no Cairo e em Alexandria, que foram identificados com seus nomes e sobrenomes em um comunicado.

No chamado “Dia da Ira” pelos islamitas, por causa do primeiro aniversário do golpe militar contra o presidente Mohammed Mursi, aconteceram confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes em várias províncias.

Os incidentes mais violentos aconteceram na capital, onde um grupo lançou coquetéis molotov contra um posto da polícia no bairro de Helwan.

O Ministério do Interior acusou a Irmandade Muçulmana pelo ataque, que derivou em uma troca de tiros na qual morreu um agente e outros três ficaram feridos.

A vítima civil reportada pelo Ministério da Saúde morreu em choques na área de Gizé, onde os seguidores da Irmandade Muçulmana fizeram manifestações, mas que foram reprimidas rapidamente pela polícia.

A Irmandade Muçulmana, que enfatizou que seus protestos são pacíficos, informou, por sua vez, que dois jovens morreram em Gizé e uma mulher em Alexandria por conta dos disparos.

Em relação ao atentado na cidade mediterrânea, uma bomba foi detonada em um trem na estação de Sidi Gaber e deixou sete feridos.

A bomba, de fabricação caseira, foi colocada entre dois vagões do trem, que fazia a linha entre Abu Qir e Alexandria, e sua explosão também provocou danos materiais.

Outra bomba explodiu ontem na cidade de Kerdasa, nos arredores da capital, e mais uma perto de um hospital militar no bairro de Abassiya, no Cairo.

A explosão de Kerdasa causou a morte de dois homens que manipulavam a bomba dentro de uma mesquita, confirmaram para a Agência Efe fontes policiais.

Além disso, o Ministério do Interior informou ontem que pelo menos 250 pessoas foram detidas em diferentes lugares por envolvimento na organização e participação de manifestações ilegais e por incitação à violência.

Os islamitas fizeram protestos durante todo este último ano contra o que consideram um golpe de Estado, mas, com o passar dos meses, perderam poder de mobilização devido à repressão policial.

Centenas de pessoas morreram pelas mãos da polícia e milhares foram detidas, entre elas Mursi e a cúpula da Irmandade Muçulmana, que enfrentam vários julgamentos.