Protestos a favor de opositor russo terminam com 200 detidos

Cerca de 200 pessoas que estavam em protesto contra condenação do dirigente opositor Alexei Navalni foram detidas, segundo autoridades

Moscou – A polícia russa deteve cerca de 200 pessoas no protesto realizado na noite de ontem no centro de Moscou contra a condenação do dirigente opositor Alexei Navalni, que deverá cumprir cinco anos de prisão por roubo e fraude, informou nesta sexta-feira o Departamento de Segurança da Prefeitura de Moscou.

“O número exato de detidos será oferecido pela Polícia. Trata-se de cerca de 200 pessoas que tentaram bloquear as ruas e não atenderam às chamadas dos agentes policiais”, afirmou o chefe desse departamento, Alexei Mayorov, à agência “Interfax”.

As forças policiais acrescentaram que atuaram de maneira “impecável”, já que “procederam somente contra as ações ilegais de pessoas que realizavam uma manifestação não autorizada”. Segundo a oposição, 10 mil pessoas participaram da manifestação em Moscou.

Ações similares também ocorreram em várias cidades russas: São Petersburgo, Saratov, Yekaterimburgo, Cheliabinsk, Magnitogorsk, Pskov, Tomsk, Izhevsk e Novosibirsk, todas elas a favor de Nalvani, um reconhecido blogueiro anticorrupção.

Nas imediações da prisão preventiva de Kirov, cidade que se encontra a 900 quilômetros de Moscou e onde Navalni foi condenado por roubo e fraude, protestos também foram registrados.

De acordo com o dirigente opositor, candidato à Prefeitura de Moscou, seu julgamento foi uma montagem do Kremlin para separá-lo da luta política, tendo em vista que o mesmo denunciou vários casos de corrupção na administração pública e foi um dos organizadores de um dos maiores protestos antigovernamentais desde a queda da URSS em dezembro de 2011.

O dirigente opositor foi declarado preso político pela organização de direitos humanos Memorial.

A sentença em questão também foi criticada pela União Europeia e pelo embaixador dos Estados Unidos, além dos governos alemão e francês, da Anistia Internacional e da Human Rights Watch.