Professores de química são presos acusados de fabricar metanfetamina

Breaking Bad da vida real? Um dos professores até se declarou fã da série; ambos foram presos no Arkansas, nos Estados Unidos

As autoridades do estado do Arkansas, no sul dos Estados Unidos, prenderam dois professores de química acusados de produzir metanfetamina, assim como o personagem de Walter White na popular série “Breaking Bad“.

Bradley Rowland, de 40 anos, e Terry Bateman, de 45, foram detidos na sexta-feira passada, após uma investigação iniciada pela polícia da universidade onde lecionam, segundo o xerife do condado de Clark.

Um “odor químico indeterminado” motivou em 8 de outubro o fechamento de um prédio na Universidade Estadual de Henderson, na pequena cidade de Arkadelphia, disse à AFP Tina Hall, responsável pela comunicação do centro acadêmico.

“As primeiras análises mostraram, em laboratório, altos níveis de cloreto de benzila”, uma substância que pode ser usada para produzir metanfetamina, acrescentou Hall.

O prédio permaneceu fechado até 29 de outubro, enquanto os trabalhos de limpeza eram realizados, explicou a funcionária, acrescentando que a investigação ainda está em andamento.

Como medida preventiva, Bateman e Rowland, professores adjuntos de química, foram afastados de suas posições. Segundo a imprensa local, Bateman estava na universidade há dez anos e Rowland, cinco.

Professores de química são presos acusados de fabricar metanfetamina

O caso tem algumas semelhanças com a série de TV “Breaking Bad”, que em cinco temporadas conta a história de um professor de química que inicia uma carreira criminosa incomum na fabricação de “metanfetamina” com um ex-aluno, com a intenção de fornecer à sua família de recursos financeiros após ser diagnosticado com câncer.

Em um perfil de Rowland publicado no jornal da universidade, o professor se declarou fã da série. “É muito correta no ponto de vista científico e permitiu que uma nova geração, muito jovem, se interessasse por química”.

“É uma publicidade formidável (para disciplina)”, o professor afirmou no artigo, ironicamente intitulado “O Heisenberg de Henderson”.