Presidente paraguaio reconhecerá paternidade de outro filho

Trata-se do caso de Narcisa Delacruz de Zárate, de 42 anos

Assunção – O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, reconhecerá a paternidade de uma nova criança nascida há dez anos, quando o governante era bispo no departamento central de São Pedro, afirmou seu advogado nesta terça-feira.

“O presidente está de acordo com o reconhecimento (de filiação). Não tem nenhum problema”, disse o advogado do chefe de Estado, Marcos Fariña, em uma entrevista coletiva no Palácio de Governo, onde o caso foi tratado como um novo escândalo de paternidade do governante.

Trata-se do caso de Narcisa Delacruz de Zárate, de 42 anos. “Eu conheci (Lugo) em São Pedro e, como tinha problemas com meu marido, me aproximei dele para pedir conselhos e ajuda para ele me arrumar um trabalho”, expressou a mulher que possui outros quatro filhos.

Segundo Narcisa, a criança já recebe uma pensão de Lugo, que chega por meio de seu secretário privado, Miguel Rojas. Narcisa assegura que fez essa denúncia à imprensa porque há dois meses não conseguia se comunicar com o governante.

Em declarações à imprensa, Narcisa garantiu que em Santaní “toda a cidade sabe” que Lugo é o pai de seu filho, chamado Ángel. De acordo com suas declarações, ela não fez essa denúncia antes “para não chamar a atenção”.

Esta é a quarta mulher que assegura ter tido filhos com Lugo, que em abril de 2009, o primeiro ano de sua chegada ao poder, admitiu ser o pai de Guillermo Armindo, que tinha três anos na época.

Esse escândalo explodiu depois de uma denúncia feita pela própria mãe da criança, Viviana Carrilo. Poucos dias depois, outro caso semelhante veio à tona, o de Benigna Leguizamón, com quem o governante continua em litígio pelo reconhecimento de um menino de 10 anos.

Benigna, que tem outros três filhos, assegura ter tido relações com Lugo na época em que trabalhava na limpeza no Bispado de São Pedro, a região mais pobre do país, onde o agora presidente foi bispo durante mais de uma década.

Em outro processo judicial, realizado em dezembro de 2010, Lugo também foi submetido a testes de paternidade em uma ação promovida por Hortênsia Morán. Depois que três provas de DNA, o governante não confirmado como o pai da criança.