Presidente da Bolívia admite renunciar diante dos protestos populares

<SPAN>Manifestações nas ruas, protagonizadas pela esquerda e pela população indígena, protestam contra a presença de empresas estrangeiras no país, como a Petrobras </SPAN>

A presença de empresas estrangeiras como a Petrobras na Bolívia se mantém no alvo da esquerda boliviana. Os protestos, que já duram quatro semanas, levaram o presidente Carlos Mesa admitir, ontem (5/6), a possibilidade de renunciar e encaminhar uma nova eleição presidencial no país.

Neste fim de semana, os principais líderes dos protestos populares em La Paz rejeitaram um pedido da Igreja Católica para que as manifestações nas ruas sejam suspensas. Com isso, a previsão é de que as demonstrações nacionalistas como a do atentado à bomba que atingiu o escritório da Petrobras devem continuar ao longo desta semana.

O grupo de manifestantes, também formado pela população indígena, vem pleiteando uma série de reformas constitucionais, além da estatização da indústria de gás. De acordo com a rede de notícias BBC, as principais ruas do país continuam bloqueadas, afetando a distribuição de combustível.

Na sexta-feira, o presidente Mesa assinou um novo decreto, convocando uma assembléia especial para discutir a constituição. Nem isso acalmou os manifestantes, que prometem continuar com os movimentos de rua até que a assembléia seja garantida pelo Congresso.