Poroshenko espera envio de capacetes azuis à Ucrânia

Presidente insistiu que a proposta ucraniana para reduzir a tensão e garantir uma paz sólida é a mobilização de forças de paz

Kiev – O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou nesta quarta-feira que espera que o Conselho de Segurança da ONU aprove o envio de capacetes azuis ao leste da Ucrânia, o que é contrariado categoricamente pelos separatistas e Rússia.

“Para quê? Porque quando houver forças de pacificação já não será necessário esclarecer por que há tropas estrangeiras ilegalmente em nosso território”, disse em entrevista coletiva, em alusão aos soldados russos mobilizados na Ucrânia, segundo Kiev e a Otan.

Poroshenko insistiu que a proposta ucraniana para reduzir a tensão e garantir uma paz sólida nas regiões de Donetsk e Lugansk, onde vigora um cessar-fogo desde 15 de fevereiro, é a mobilização de forças de paz.

“Para o que mais? Para fechar a fronteira entre Ucrânia e Rússia, o que é crucial para garantir nossa soberania”, declarou depois de se reunir com o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven.

O líder ucraniano ressaltou que o fechamento da fronteira russo-ucraniana, cujos vários setores estão controlados pelas milícias pró-russas, é fundamental para dar fim ao conflito civil.

Löfven acrescentou que, “se for possível” o desdobramento de tal missão, a Suécia apoiará o envio de capacetes azuis à zona, algo que Poroshenko propôs em 18 de fevereiro, menos de uma semana após assinar os acordos de paz de Minsk.

Poroshenko, que descartou a possível participação russa na missão de paz, disse estar confiante que esse contingente seja integrado por países amigos da Ucrânia.

Tanto os separatistas pró-Rússia como o Kremlin afirmam que o desdobramento de capacetes azuis na fronteira russo-ucraniana seria uma flagrante violação dos acordos de paz.

O acordo inclui o restabelecimento do controle sobre a fronteira por parte da Ucrânia, processo que deveria começar após as eleições locais e terminar após a regulação política do conflito no fim deste ano.

A União Europeia negou até então uma possível missão policial europeia e defende o aumento do número de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Essa organização é a fiadora dos acordos e a encarregada de supervisionar tanto o cessar-fogo como a retirada do armamento pesado da zona de segurança.