PMDB discorda de mínimo a R$ 540, diz Henrique Alves

Líder do partido nega que pedido de aumento do mínimo tenha ligação com descontentamento com a nomeação dos cargos de segundo escalão

No momento de insatisfação com as nomeações do segundo escalão, o PMDB vai comunicar ao governo que não concorda com o valor do salário mínimo de R$ 540. O líder do partido na Câmara, deputado Henrique Alves (RN), levará a decisão ao ministro das Relações Institucionais, Luís Sérgio, em reunião marcada para a tarde de hoje.

Em reunião da cúpula do PMDB que durou 2h30 na residência do vice-presidente da República, Michel Temer, lideranças do partido decidiram pedir uma reunião com a equipe econômica para discutir os critérios utilizados na fixação desse valor do salário mínimo e avaliar a possibilidade de elevá-lo.

Alves afirma que o partido não pretende misturar a discussão dos cargos do segundo escalão com a votação da medida provisória (MP) do salário mínimo, que será apreciada na primeira semana de fevereiro. No entanto, a decisão tomada hoje pela cúpula peemedebista é uma sinalização de que o partido pode liderar uma rebelião dos aliados na primeira votação de um projeto de interesse do governo, que é a MP do salário mínimo.