Pesidente do México deve fazer mudanças no governo

A imagem internacional de Enrique Peña Nieto foi abalada pela crise gerada pelo desaparecimento de 43 estudantes

Cidade do México – Pressionado no México e com sua imagem internacional abalada pela crise gerada pelo desaparecimento de 43 estudantes, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, vai fazer nesta semana “um anúncio importante” sobre o restabelecimento da legalidade no país.

“O presidente terá que tomar decisões em relação ao que não funcionou, ao que tem que ser renovado, mudado”. “Ele fará um anúncio importante e será nesta mesma semana”, disse nesta segunda-feira o secretário de Governo, Miguel Ángel Osorio.

O ministro não deu detalhes do anúncio, que – segundo ele – acontecerá no mais tardar na próxima quinta-feira. Osorio se limitou a informar que serão decisões sobre as áreas “onde há fraqueza no Estado mexicano e particularmente nos municípios”.

Por outro lado, o secretário de Governo justificou as prisões realizadas na última quinta-feira, após incidentes violentos registrados durante as grandes manifestações para exigir uma solução para o caso dos 43 estudantes de magistério que desapareceram no dia 26 de setembro em Iguala, no estado de Guerrero, no sul do país.

“Não queremos acusar quem não tem nada a ver, mas, com certeza, vamos punir àqueles que cometeram estes atos”, disse Osorio.

As autoridades prenderam 30 pessoas, mas apenas 11 – entre eles um chileno – foram mandados para prisões federais por sua provável responsabilidade em crimes como tentativa de homicídio, associação criminosa e motim.

Enquanto isso, as manifestações de protesto pelo caso dos estudantes desaparecidos continuam no país.

Cerca de 200 professores da Coordenadoria Estadual de Profissionais da Educação de Guerrero (Ceteg, sigla em espanhol) tomaram hoje o controle dos escritórios do tribunal eleitoral e da promotoria federal em Chilpancingo, a capital estadual.

A Ceteg, que é contrária à reforma educativa promulgada por Peña Nieto, protagonizou vários protestos, alguns deles violentos, para exigir que os 43 estudantes desaparecidos sejam encontrados com vida.