Pela primeira vez em 11 anos, um premiê da Espanha visita a Argentina

ÀS SETE - Nesta terça-feira, Rajoy se encontra com Macri, em uma tentativa de sair da discussão interna de seu país e retomar as relações externas

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, se encontra com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, nesta terça-feira, em uma tentativa de sair da discussão interna de seu país e retomar as relações externas.

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Esta é a primeira vez em 11 anos que um representante espanhol visita Buenos Aires. Durante uma viagem de dois dias, o líder espanhol pretende discutir relações comerciais entre os países e os blocos (União Europeia e Mercosul), além de retomar os diálogos congelados durante o governo da ex-presidente argentina Cristina Kirchner.

Em entrevista ao jornal argentino La Nación, Rajoy afirmou que deseja que investidores retomem as relações com empresas argentinas, uma vez que o país já demonstra segurança jurídica e econômica para receber capital espanhol.

A viagem é passo fundamental para a Argentina ser colocada novamente na rota dos investimentos europeus, mas também é de extrema importância para a liderança espanhola.

Desde o ano passado no olho do furacão catalão, a visita à Argentina pode representar, para Rajoy, a volta à agenda diplomática do país.

Ontem, o Parlamento da Catalunha recebeu o apoio da ONU para tentar nomear o político pró-separatista Jordi Sànchez como presidente da região. Acusado de rebelião, Jordi tenta pela segunda vez se tornar o líder catalão.

A primeira tentativa foi abandonada quando ele não foi capaz de comparecer à cerimônia de posse, uma vez que havia sido preso pelo governo de Madri por ajudar a organizar protestos pró-independência no ano passado.

Mesmo com o apoio da organização internacional, Sànchez poderá ter sua posse barrada pela Suprema Corte espanhola, na sexta-feira. Esse impedimento aponta mais uma vez para a interferência do governo de Madri na região.

O ex-líder da Catalunha, Carles Puigdemont, solto pela Alemanha na semana passada, pediu que o governo espanhol desista de condená-lo junto com outros ministros, e que retome os diálogos.

Rajoy, no fim das contas, é cobrado para adotar, em casa, o mesmo tom diplomático que se esforçará para exibir na Argentina.