Parlamento espanhol vota ampliação do tempo de quarentena no país

De repente, o país se viu na quarta posição entre os mais afetados pelo novo coronavírus e é o segundo da Europa, atrás apenas da Itália

A Espanha está em pânico. De repente, o país se viu na quarta posição entre os mais afetados pelo novo coronavírus. Ela é o segundo da Europa, atrás apenas da Itália. Agora, a Espanha contabiliza mais de 42.000 casos confirmados e quase 3.000 mortes, uma taxa de mortalidade de 7%. No último domingo, 22, o país registrou 394 mortes em apenas 24 horas.

Para tentar conter a epidemia ou ao menos impedir que os infectados sobrecarreguem o sistema de saúde espanhol, o Parlamento do país irá debater nesta quarta-feira, 25, a possibilidade de estender o prazo de quarentena de 31 de março para 11 de abril.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, fez um apelo aos parlamentares no início da semana e a expectativa é de uma aprovação da medida. “Teremos dias difíceis pela frente. Precisamos estar prontos do ponto de vista psicológico e emocional. Precisamos chegar fortes ao fim desta semana. Muito fortes”, disse Sánchez em pronunciamento feito ao país na televisão.

O governo espanhol vem adotando medidas drásticas para tentar conter a crise. Além das iniciativas de distanciamento social, de proibição de aglomerações e de fechamento de escolas, foi determinada a nacionalização de centros de saúde particulares até que a epidemia do novo coronavírus acabe.

A Espanha ainda comprou 640.000 testes, batendo a marca de 1 milhão de testes disponíveis no país, e distribuirá 1,3 milhão de máscaras para profissionais da saúde e pacientes.

Todo esforço é válido, ainda mais considerando que as autoridades de saúde pública da Espanha estão confiantes de que o país pode estar próximo de deixar essa terrível fase para trás, possivelmente estabilizando a curva de novos casos até que comecem a baixar.

“Os modelos indicam que não estamos longe disso, mas relaxar as medidas de contenção de forma prematura pode fazer que tenhamos de começar tudo de novo”, disse Fernando Simon, diretor do Centro de Alerta de Emergências de Saúde da Espanha, à emissora CNN. Todo cuidado é pouco.