Papa Francisco beatifica Paulo VI

Paulo foi eleito em 1963 para suceder ao popular Papa João XXIII e foi o responsável por conduzir a igreja ao longo da revolução sexual da década de 1960

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco beatificou o Papa Paulo VI, concluindo a reunião extraordinária dos Bispos sobre questões familiares que foi comparada às reformas do Concílio Vaticano II, que Paulo supervisionou e implementou.

O Papa Emérito Bento XVI estava presente na missa, que ocorreu horas após bispos católicos aprovarem um documento traçando uma abordagem mais pastoral para falar às famílias católicas.

Eles não conseguiram chegar a um consenso sobre as duas questões mais controversas no Sínodo: o acolhimento a homossexuais e divorciados e a casais que casaram pela segunda vez no civil. As questões permanecerão em discussão antes de mais uma reunião de bispos no próximo ano.

Enquanto o sínodo mostrou profundas divisões dentro da Igreja sobre temas polêmicos, o fato de que essas questões estão sendo discutidas é significativo, já que eram tabu até o papado de Francisco. “Deus não tem medo de coisas novas!”, exclamou Francisco em sua homilia de domingo. “É por isso que ele está continuamente nos surpreendendo, abrindo nossos corações e nos guiando de maneira inesperada.”

Segundo Francisco, o próprio Paulo VI já afirmava que a igreja, particularmente o seu sínodo de bispos, deve examinar os sinais dos tempos para garantir que adapta seus métodos para responder às “necessidades crescentes do nosso tempo e às condições de mudança da sociedade”.

Paulo foi eleito em 1963 para suceder ao popular Papa João XXIII. Durante o seu papado de 15 anos, foi o responsável por implementar as reformas do Concílio Vaticano II e conduzir a igreja ao longo dos anos da revolução sexual da década de 1960.

O Vaticano II abriu o caminho para a missa ser rezada em línguas locais, em vez de em latim, pediu uma maior participação dos laicos na vida da Igreja e revolucionou as relações da Igreja com as pessoas de outras religiões. Ele é talvez mais conhecido, no entanto, pela encíclica Humanae Vitae, de 1968, que consagrou a oposição da Igreja à contracepção artificial.

Em abril, o Papa Francisco havia canonizado os Papas João Paulo II e João XXIII. A fonte é a Associated Press.