Papa destaca esforço da Igreja em Cuba com poucos padres

"Sei com que esforço e sacrifício a Igreja em Cuba trabalha para levar a todos, nos locais mais distantes, a presença de Cristo", afirmou o papa

O papa Francisco ressaltou nesta segunda-feira o esforço e o sacrifício da Igreja Católica para levar sua mensagem a todos os lugares de Cuba, onde são poucos os padres e os templos, durante sua homilia na missa campal em Holguín (leste).

“Sei com que esforço e sacrifício a Igreja em Cuba trabalha para levar a todos, nos locais mais distantes, a presença de Cristo”, afirmou o papa ante a multidão reunida na Praça da Revolução Calixto García de Holguín, na segunda misa de sua visita à ilha.

“Uma menção especial merecem as chamadas ‘casas de missão’ ante a escassez de templos e de sacerdotes, pois permitem a tantas pessoas que tenham seu espaço de oração, de escuta da Palavra (de Deus), de catequese e de uma vida em comunidade”, acrescentou pontífice na missa oficiada na província natal dos irmãos Fidel e Raúl Castro.

Depois de confrontar o governo comunista surgido da revolução de 1959, nos últimos anos a Igreja recuperou seu espaço na sociedade cubana e se converteu em interlocutor privilegiado do governo de Raúl Castro, sucessor do irmão enfermo em 2006 e que assistiu a missa.

“As autoridades do país sabem bem que a Igreja não pede para si, e sim solicita para aqueles que necessitam para cumprir com a missão que Jesus pregou”, afirmou, durante a missa, o bispo de Holguín, Emilio Aranguren.

“A Igreja está convencida de que o Evangelho pode fazer que cada cubano tenha um rosto mais bondoso e mais humano, já que a fé em Jesus Cristo alimenta a vivência na virtude”, acrescentou.

A missa coincidiu com a festividade católica de São Mateus, um dos quatro evangelistas, que teve sua história de conversão ao cristianismo destacada por Francisco.

A Praça de Revolução de Holguín ficou lotada horas antes da chegada do papa, com peregrinos vindos de todas as partes da ilha.