Países pedem reunião na ONU após teste norte-coreano

O encontro vai acontecer nesta quarta-feira, por volta das 16h30 de Nova York (19h30 de Brasília), segundo a delegação americana

Nações Unidas – Japão, Coreia do Sul e os Estados Unidos pediram nesta terça-feira uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para analisar o último lançamento de um míssil balístico por parte da Coreia do Norte.

O encontro vai acontecer nesta quarta-feira, por volta das 16h30 de Nova York (19h30 de Brasília), segundo a delegação americana nas Nações Unidas.

Ao contrário de outras ocasiões, a reunião sera realizada a portas abertas, e os países membros terão a oportunidade de manifestar seu ponto de vista em público.

Habitualmente, as sessões de emergência do Conselho de Segurança que ocorrem a cada teste armamentista norte-coreano acontecem em privado.

As Nações Unidas têm atualmente em vigor uma ampla bateria de sanções contra a Coreia do Norte em resposta a seus programas nucleares e de mísseis.

Os EUA e seus aliados defenderam nos últimos meses a necessidade de endurecer ainda mais a pressão sobre Pyongyang para fazer com que desista do desenvolvimento desse tipo de arma.

O representante do Japão na ONU, Koro Bessho, condenou hoje o teste norte-coreano e afirmou que se trata de uma ação “muito preocupante”.

“Condenamos publicamente. Dissemos aos norte-coreanos que criticamos seu comportamento”, disse Bessho na sede das Nações Unidas.

O diplomata ressaltou que o teste, o primeiro realizado por Pyongyang em mais de 70 dias, é “muito preocupante”.

Outro diplomata, o britânico Matthew Rycroft, disse que, caso se confirme, o teste é “outro ato temerário de um regime mais preocupado em construir a sua capacidade de mísseis balísticos do que cuidar de seu povo”.

Segundo as autoridades de Seul, a Coreia do Norte disparou hoje um míssil balístico com direção ao Mar do Japão.

O governo japonês informou que o projétil teria voado por 50 minutos e caído no mar a 210 quilômetros do litoral da prefeitura (província) de Aomori, no norte do país.

O chefe do Pentágono, James Mattis, alertou que o míssil alcançou uma altitude maior que a de qualquer um dos anteriores lançados pela Coreia do Norte, por isso põe em “risco a paz mundial e regional”.