Países árabes vivem dia de protestos contra decisão de Trump

Egito, Jordânia, Iraque, Bahrein, Sudão e Tunísia organizaram marchas e concentrações nas quais os manifestantes condenavam decisão sobre Jerusalém

Cairo – Milhares de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira em vários países árabes para mostrar sua rejeição à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e de transferir a embaixada americana a essa cidade.

Egito, Jordânia, Iraque, Bahrein, Sudão e Tunísia organizaram marchas e concentrações nas quais os manifestantes repetiram palavras de ordem contra o anúncio de Trump e levavam cartazes nos quais pediam aos governantes árabes que respondam de maneira firme à política dos EUA.

“Com o espírito e o sangue, não deixaremos que Jerusalém se vá”, “Jerusalém é árabe e continuará sendo a capital eterna da Palestina, não de Israel”, “Jerusalém para nós, não para os ocupantes” e “não à judaização de Jerusalém” foram alguns dos gritos ouvidos nas capitais árabes.

Os manifestantes também pediram o corte das relações diplomáticas com os EUA e o boicote aos produtos americanos.

No Egito e na Jordânia, os únicos países que têm assinado um tratado de paz com Israel, os participantes exigiam a paralisação dos acordos.

No Cairo, centenas de pessoas protestaram dentro e fora da mesquita de Al Azhar, a mais emblemática do país e situada no centro histórico da cidade, após a finalização da oração do meio-dia.

Em Cartum, os manifestantes pediram a expulsão do encarregado de negócios americanos no Sudão.

Milhares de pessoas protestaram também em diversas cidades da Tunísia contra a decisão do presidente dos EUA.

Desde o início da manhã, e impulsionados pelos partidos políticos e organizações da sociedade civil, grupos de manifestantes se concentraram em localidades como Sidi Bouzid, Gafsa, Kebili, Sfax e Kairouan, quarta cidade santa do islã.

Trump decidiu na última quarta-feira reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir a embaixada americana de Tel Aviv a esta cidade, uma medida que foi rejeitada pelos países de maioria árabe e muçulmana e boa parte da comunidade internacional.