Otan prepara orientação por presença contínua no Afeganistão

Ele destacou que já está certo que a Otan terá "uma associação a longo prazo" com o Afeganistão, e que um plano será traçado para isso

Bruxelas – O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, garantiu nesta quarta-feira que os ministros das Relações Exteriores aliados avançarão nas linhas diretrizes para manter uma “presença contínua de pessoal civil e militar” no Afeganistão após 2016, na série de reuniões realizada até amanhã em Antalya, na Turquia.

“Vamos abordar a associação e a cooperação com o Afeganistão. Vamos discutir e tratar da associação em longo prazo que prevemos com o Afeganistão ao término da missão atual”, disse Stoltenberg antes de uma sessão de trabalho entre os ministros das Relações Exteriores aliados e os parceiros que participam da operação “Resolute Support” (Apoio decidido), que a Aliança mantém atualmente no país.

Ele destacou que já está certo que a Otan terá “uma associação a longo prazo” com o Afeganistão, e que um plano será traçado para isso.

Ele afirmou que os ministros abordaram o “apoio ao Afeganistão para além do final de nossa missão atual, incluindo uma presença contínua de pessoal civil e militar”.

Essa nova etapa da Otan no Afeganistão pretende garantir a presença de soldados ao término da missão atual, que presta assistência, assessoria e formação às forças de segurança afegãs desde 1º de janeiro.

O número de homens no Afeganistão poderia passar dos 12 mil atuais a “não mais de 2 mil” para 2016 ou 2017, segundo fontes aliadas.

“Ainda há um longo caminho a percorrer no Afeganistão para conseguir a capacidade de enfrentar os desafios de segurança. Temos que consolidar nossas conquistas e continuar ajudando às autoridades afegãs a implementar as reformas necessárias”, informou, por sua vez, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu.

Ele considerou necessária “a continuação da presença da Otan e mais amplamente da comunidade internacional no Afeganistão para depois de 2016”.

Segundo Stoltenberg, “a união nacional é vital para o futuro do país”, mas pediu “não criar expectativas”, dado que o Afeganistão “continua sendo um lugar perigoso”.

“Seguiremos junto ao Afeganistão e seu povo no futuro”, concluiu o político norueguês.