Otan não vê indícios de que Assad possa usar armas químicas

"Não vemos passos nessa direção", respondeu Rasmussen ao ser perguntado em entrevista coletiva sobre a possibilidade de Damasco utilizar armas químicas

Bruxelas – O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, assegurou nesta segunda-feira que a Aliança Atlântica não vê indícios de que o regime sírio de Bashar al Assad irá utilizar armas químicas e ressaltou que a organização continua defendendo a não intervenção no conflito.

“Não vemos passos nessa direção”, respondeu Rasmussen ao ser perguntado em entrevista coletiva sobre a possibilidade de Damasco utilizar armas químicas, algo que vários países, como França e Estados Unidos, disseram que seria um motivo para uma ação militar internacional.

Rasmussen não disse qual seria a postura da Otan neste caso e afirmou que se tratava de uma hipótese. “Nossa postura continua sendo a mesma. A Otan não tem nenhuma intenção de intervir militarmente na Síria”, afirmou.

A Aliança Atlântica rejeita qualquer comparação entre o conflito na Síria e o da Líbia, onde ocorreu uma intervenção com base em uma resolução das Nações Unidas.

Nem mesmo a derrubada em junho de um avião do exército da Turquia (país membro da organização) pela Síria levou a Otan a mudar seu discurso, apesar dos aliados terem classificado o episódio como “inaceitável”.