Os países que mais consomem maconha em todo o mundo

O Canadá legalizou o uso recreativo da maconha nesta quarta-feira. Veja aqui um panorama do consumo da substância no mundo

São Paulo – O Canadá legalizou o uso recreativo da maconha, se tornando nesta quarta-feira, 17 de outubro, o primeiro país desenvolvido a fazer isso e o segundo em todo o mundo, atrás do Uruguai, que o fez em 2013. A decisão canadense, promessa de campanha do primeiro-ministro Justin Trudeau, vem após dois anos de discussão.

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que conduz levantamentos abrangentes sobre o consumo de drogas em todo o mundo, 3,8% da população mundial consumiu maconha em 2014 (dado mais recente sobre o tema em escala global). De acordo com a entidade, essa percentagem é 27% mais alta do que o observado em 1998, mas é vista como estável em razão do crescimento populacional observado nas últimas décadas.

O estudo mais recente publicado pela UNODC, o “World Drug Report”, foi divulgado em 2016 e traz dados de 2014. Com base nos dados da pesquisa, o jornal britânico The Telegraph montou um ranking que mostra em quais países o consumo de maconha é mais prevalente na população.

Contrariando o senso comum, os países do mundo que legalizaram o uso recreativo da substância, Uruguai e Canadá, não ocupam o topo desse ranking. Nele estão a Islândia, onde a droga é proibida, os Estados Unidos, onde vários estados legalizaram o consumo para fins medicinais ou recreativos, e a Nigéria, país no qual o tema está em debate em razão das eleições presidenciais de 2019.

Veja a lista abaixo e, em seguida, confira o panorama do consumo em um mapa:

Os países que mais consomem maconha (em porcentagem da população)

  1. Islândia – 18,3%
  2. Estados Unidos – 16,3%
  3. Nigéria – 14,3%
  4. Canadá – 12,7%
  5. Chile – 11,83%
  6. França – 11,1%
  7. Nova Zelândia – 11%
  8. Bermuda – 10,9%
  9. Austrália – 10,2%
  10. Zâmbia – 9,5%

Entre os países sul-americanos, apenas Chile e Uruguai constam entre os maiores consumidores e o Brasil está bem atrás. Segundo a base de dados da UNODC, em 2016, 2,6% da população brasileira consumiu a substância. Por aqui, consumo, porte e comercialização são ilegais, embora exista alguma flexibilização para o uso terapêutico de canabidiol, um dos principais elementos ativos da maconha.