Os negócios da Disney

Após três anos de estagnação, receitas voltaram a crescer a partir de 2003. Manter a expansão é o desafio do novo presidente do grupo

Em outubro, Robert Iger assumirá a presidência da Disney, substituindo Michael Eisner, executivo que liderou a companhia por duas décadas. Bob, como é conhecido, já obteve sucesso em pacificar a direção e os conselheiros do grupo.

Sua tarefa, agora, é provar que pode fazer o faturamento do grupo crescer. Após três anos de estagnação, as receitas voltaram a subir a partir de 2003, batendo em 30,752 bilhões de dólares no ano passado. O faturamento gerado por redes de televisão e estúdios de cinema lideraram a expansão. Já os parques e resorts, segunda maior fonte de faturamento em 2000, caíram para o terceiro lugar a partir de 2001. Desde então, a distância para os estúdios de cinema apenas se aprofundou.

O licenciamento de produtos, cujo faturamento caiu entre 2001 e 2003, voltou a reagir no ano passado. Os 2,511 bilhões de dólares obtidos, porém, ainda são inferiores ao registrado três anos antes. Veja abaixo a evolução do faturamento das diferentes áreas do grupo de entretenimento nos últimos cinco anos.

Os números da Disney (em US$ bilhões)
Área 2000 2001 2002 2003 2004
Redes de televisão 9,836 9,569 9,733 10,941 11,778
Parques e resorts 6,809 7,004 6,465 6,412 7,750
Estúdios de cinema 5,918 6,009 6,691 7,364 8,713
Produtos licenciados 2,762 2,590 2,440 2,344 2,511
Total 25,325 25,172 25,329 27,061 30,752
Fonte: Disney