Os 5 passos da indústria da morte nazista

Para matar cerca de 6 milhões de judeus e 250 mil ciganos em apenas 5 anos, os nazistas criaram a primeira "linha de montagem" dedicada a assassinatos em massa

Para matar cerca de 6 milhões de judeus e 250 mil ciganos em apenas 5 anos, os nazistas criaram a primeira “linha de montagem” dedicada a assassinatos em massa.

Os alvos de Hitler

Judeus – Eram considerados uma “raça inferior” e parasitária, que enriquecia à custa dos alemães. Cerca de 6 milhões – ou 2/3 da população judaica da Europa – foram mortos pelos nazistas até o fim da 2ª Guerra Mundial.

Ciganos – Hitler dizia que, a exemplo dos judeus, eles constituíam uma “raça” sem pátria e parasitária. Eram tachados de “improdutivos” e “socialmente inaptos”. Cerca de 250 mil morreram nos campos de concentração.

Eslavos – Poloneses e outros povos eslavos eram considerados inferiores e ideologicamente perigosos – sobretudo os intelectuais e os padres católicos. Quase 2 milhões de poloneses não judeus foram mortos durante a guerra.

1. Identificação das vítimas

Hitler encomendou dois censos populacionais, em 1933 e 1939. Os recenseamentos revelaram, entre outras informações, quem era e quem não era judeu.

Assim, ficou mais fácil de identificar aqueles que deveriam ser enviados aos campos de concentração. Os primeiros a morrer eram os idosos, crianças e doentes ou deficientes físicos, pois esses não serviam para o trabalho forçado.

2. Transporte de prisioneiros

As vítimas nunca sabiam para onde estavam sendo levadas – uma estratégia que evitava motins. Ao serem transportadas em trens dos guetos para os campos de concentração, acreditavam que aquilo era só um “reassentamento”.

Já quando eram levadas dos barracões para as câmaras de gás, recebiam a informação de que passariam apenas por um banho de desinfecção.

3. Câmaras de gás

Com elas, os nazistas conseguiam matar centenas de uma vez, sem derramamento de sangue e economizando balas. O gás liberado matava por sufocamento em 20 minutos, depois de provocar crises convulsivas e perda das funções fisiológicas.

Na maioria dos campos de concentração, usava-se monóxido de carbono. Em Auschwitz, chegou a ser usado o pesticida Zyklon B.

4. Extração de dentes

Depois da matança nas câmaras de gás, os sonderkommando – prisioneiros encarregados de auxiliar no extermínio – verificavam os cadáveres em busca de dentes de ouro.

Todo o metal encontrado era derretido e enviado às autoridades do Reich. Mas uma parte, por incrível que pareça, acabava indo parar na boca de nazistas.

Hugo Blaschke, dentista de Hitler, tinha quilos de ouro à disposição para obturar os dentes do Führer e seus amigos.

5. Crematórios

Como se livrar de tantos cadáveres sem deixar provas de que um genocídio estava em curso? A solução encontrada pelos nazistas foi queimar as vítimas em fornos gigantes.

A cremação durava cerca de 20 minutos. Cinzas e restos de ossos eram triturados em moinhos e jogados em rios ou levados de caminhão para fertilizar plantações. Juntos, os 5 crematórios de Auschwitz eram capazes de incinerar quase 5 mil corpos por dia.