Operação contra crime termina com 14 mortos em Caracas

Ao menos14 mortos, um ferido e 134 detidos é o saldo de uma operação contra o crime organizado realizada em Caracas, segundo ministério

Caracas – Pelo menos 14 supostos criminosos mortos, um ferido e 134 detidos é o saldo até agora de uma operação militar e policial contra o crime organizado realizada nesta segunda-feira em uma área populosa de Caracas, informou o ministro do Interior, general Gustavo González.

Dez horas depois do início da denominada Operação de Libertação do Povo ainda ocorriam “combates” no bairro San Miguel do oeste de Caracas, nos arredores da estrada Cota 905, segundo disse González em entrevista a uma emissora de TV local.

“Os criminosos sofreram 14 baixas e têm um ferido (…); nas próximas horas será feita a análise, a avaliação, e se dará o resultado desta chamada Operação de Libertação do Povo”, disse o ministro, que é general da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar da Venezuela).

Na operação participam duas centenas de soldados da GNB e vários corpos policiais apoiados por tanques e helicópteros, e “entre os detidos há 32 estrangeiros, presumivelmente vinculados a organizações paramilitares”, acrescentou.

As autoridades informaram ainda da apreensão de armas e droga em quantidades ainda não determinadas e da recuperação de veículos roubados.

O ministro detalhou que a operação começou “há 48 horas” em outras regiões da Venezuela, especialmente no estado de Aragua, vizinho a Caracas, onde outros três supostos delinquentes foram mortos.

Além disso, nos Valles del Tuy, região também próxima a Caracas, a operação mobilizou 900 soldados da GNB que detiveram nove pessoas, aparentemente integrantes de bandos dedicadas ao sequestro e à extorsão.

Em Ciudad Tiuna, no oeste de Caracas, acrescentou o ministro, outros 1.200 membros da GNB prenderam 102 pessoas, oito delas estrangeiras, “também vinculados a paramilitares”.

Além de atividades ilícitas com droga, veículos e armas, os detidos em Ciudad Tiuna aparentemente se dedicavam ao roubo e armazenamento de alimentos que escasseiam nos mercados e a invadir casas populares construídas pelo governo, ressaltou.