Operação contra crime na Europa prende mil suspeitos

Polícia identificou 200 vítimas de tráfico humano e salvou 30 menores romenos que seriam traficados

Haia – A polícia europeia fez mais de 1.000 prisões em uma operação de dez dias em todo o continente contra o crime organizado, neste mês, detendo suspeitos de tráfico de pessoas e contrabandistas de cocaína, informaram autoridades nesta quarta-feira.

A operação foi realizada em cidades, aeroportos e portos e envolveu milhares de policiais de todos os 28 países na União Europeia e seis outros países que não compõe o bloco.

A polícia identificou 200 vítimas de tráfico humano e salvou 30 menores romenos que seriam traficados. Algumas dessas pessoas foram forçadas à prostituição ou eram exploradas por gangues de mendicância, informou a Europol, organização policial da Europa.

“Esta é a maior ofensiva coordenada contra o crime organizado já vista na Europa”, disse Rob Wainwright, chefe da Europol, em uma coletiva de imprensa na sede da organização.

Segundo ele, a operação foi necessária por conta da maior sofisticação e interconectividade dos grupos criminosos europeus, muitos dos quais utilizavam uma conexão encriptada na Internet que dificulta o monitoramento, a fim de se comunicarem entre si.

“Meses de planejamento, essa foi uma cuidadosamente coordenada série de ataques contra pontos importantes e setores do crime que sustentam a economia clandestina na Europa”, disse ele. “O que vimos emergir foi uma economia clandestina integrada criminosa”, disse ele.

As prisões se concentraram em criminosos intermediários e atravessadores, já que chefes do crime não são tipicamente apanhados nessas buscas – embora as operações tenham como objetivo capturá-los também.

Na chamada “Operação Arquimedes”, 1.027 prisões foram feitas entre 15 e 23 de setembro.

Autoridades apreenderam 599 quilos de cocaína, 200 quilos de heroína e 1,3 tonelada de maconha.

A operação resultou em informações que podem resultar em mais investigações e prisões, segundo a Europol.

Autoridades nos EUA e na Colômbia também ajudaram a identificar novas rotas de tráfico de drogas para a Europa, incluindo drogas sendo enviadas como encomenda por correio.