ONU pede que Venezuela evite qualquer tipo de violência

Manifestantes a favor do líder da oposição, Juan Guaidó, entraram em conflito nesta terça-feira com militares apoiadores de Maduro

Nações Unidas — O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira a simpatizantes do chavismo e aos opositores do governo de Nicolás Maduro para que evitem a violência e deem passos imediatos para que o país retome um clima de tranquilidade.

Através do porta-voz da Secretaria-Geral da ONU, Stéphane Dujarric, Guterres disse estar acompanhando os últimos eventos na Venezuela “muito de perto” e “com preocupação”.

“O secretário-geral pede a todas as partes que ajam com máxima moderação e convoca todos os atores a evitar qualquer violência e a dar passos imediatos para restaurar a calma”, afirmou Dujarric.

O porta-voz afirmou que a ONU está em contato com diferentes atores da política venezuelana. No entanto, questionado por jornalistas, Dujarric não quis dar mais detalhes.

Mais cedo, Juan Guaidó, líder do parlamento da Venezuela e autoproclamado presidente interino do país, anunciou o início de uma operação para retirar Maduro do poder. O movimento chavista denuncia que o movimento é uma tentativa de golpe militar.

Questionado sobre a crise, Dujarric destacou que não cabe à ONU dar apoio a qualquer dos lados em confronto na Venezuela. Segundo ele, a prioridade do secretário-geral é o bem-estar de todos os venezuelanos e garantir que a violência seja evitada.

Dujarric também lembrou que Guterres já ofereceu que a ONU seja mediadora de um possível diálogo entre governo e oposição na Venezuela.

Após o anúncio feito por Guaidó, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, o chavista Diosdado Cabello, convocou os simpatizantes do governo a se reunirem em frente ao Palácio de Miraflores, sede da presidência, para “defender a revolução”.

Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, garantiu que os quartéis do país estão funcionando normalmente e que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) se mantém firme na defesa da Constituição e das autoridades legítimas do país.