OCDE recomenda reformas estruturais na Zona do Euro

<EM>Para entidade, é preciso determinação para retomar convergência econômica com os países de melhor desempenho na OCDE</EM>

O crescimento econômico na Zona do Euro vai desacelerar e deixará de ser uniforme nas próximas duas décadas a menos que reformas profundas sejam implementadas. A recomendação partiu da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) nesta terça-feira (12/7). Mantidas as tendências atuais, o Produto Interno Bruto (PIB) do bloco vai crescer à taxa anual de 0,9% a partir de 2020, ante 2% ao ano atualmente.

“É necessária determinação para alcançar reformas estruturais que impulsionem as perspectivas de crescimento e retomem a convergência econômica com os países de melhor desempenho na OCDE”, diz o estudo anual sobre a região (clique aqui para ler o sumário executivo). A OCDE é sediada em Paris e reúne 30 países “comprometidos com a democracia e a economia de mercado” (o Brasil não é membro).

Caso as reformas não sejam implementadas, o envelhecimento da população levará à desaceleração de crescimento do PIB. “A diferença de renda com os Estados Unidos vai ampliar-se consideravelmente”, diz o estudo (leia reportagem de EXAME sobre o envelhecimento da população européia).

Segundo reportagem do Financial Times de hoje, a OCDE está cada vez mais enfática em suas críticas ao desempenho da economia da Zona do Euro. O estudo divulgado pela entidade lista em detalhes as reformas necessárias para aprimorar o desempenho econômico da região. As três áreas prioritárias de ação seriam mercado de trabalho, integração do mercado comum e impulso à inovação.