Obama promete sucesso contra o EI, que ainda “levará tempo”

O presidente dos EUA pedirá ao Congresso que aprove base legal para a campanha contra o Estado Islâmico, com a promessa de que será bem sucedida

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá nesta terça-feira ao Congresso que aprove em breve uma nova base legal para a campanha contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, com a promessa de que a mesma será bem sucedida, mas “levará tempo”.

“Este esforço levará tempo. Vamos precisar de concentração. Mas teremos sucesso”, é o que Obama vai dizer durante seu discurso anual sobre o Estado da União no Congresso, de acordo com trechos do pronunciamento antecipados pela Casa Branca.

Obama voltará a pedir ao Congresso que aprove uma resolução autorizando o uso da força contra o EI, com uma base legal e possíveis limites temporários à campanha, o que vem reivindicando desde novembro.

“No Iraque e na Síria, a liderança americana, incluído nosso poder militar, está detendo o avanço do EI. Ao invés de sermos arrastados para uma guerra no terreno no Oriente Médio, estamos liderando uma ampla coalizão, que inclui nações árabes, para debilitar e, em último caso, destruir esse grupo terrorista”, segundo o trecho antecipado pela presidência.

Além disso, o chefe de Estado defenderá sua estratégia de apoio à “oposição moderada” na guerra civil da Síria para que enfrentem o EI, e de ajudar as “pessoas em todas as partes que possam combater a ideologia deturpada do extremismo violento”.

“Esta noite, peço ao Congresso que mostre ao mundo que estamos unidos nesta missão para aprovar uma resolução que autorize o uso da força contra o EI”, afirmará Obama.

Até agora, para realizar seus ataques contra o EI, a Administração de Obama se baseou em uma “autorização para o uso da força militar” (AUMF, sigla em inglês) de 2001 e em outra norma de 2002 para o Iraque, usadas pelo então presidente, George W. Bush, para fazer ataques contra terroristas no exterior.

O Congresso ainda não aprovou nenhum texto a respeito dessa questão e o secretário de Estado americano, John Kerry, pediu em dezembro que a autorização não limitasse uma possível extensão geográfica da campanha, nem proibisse que forças americanas se envolvessem em operações de combate no Iraque e na Síria no futuro.

Como já fez em outras ocasiões, Obama defenderá em seu discurso que a liderança americana deve “combinar o poder militar com uma diplomacia forte” e com o apoio de outros países através de coalizões internacionais.