Obama e Romney falarão em cúpula filantrópica de Clinton

Obama e Romney foram convidados neste verão para comparecer ao Clinton Global Initiative

Nova York - O presidente dos Estados Unidos, <strong><a href="http://exame.com.br/topicos/barack-obama" target="_blank">Barack Obama</a></strong>, e o seu rival republicano, Mitt Romney, devem deixar suas diferenças políticas de lado este mês para discursar no oitavo encontro filantrópico anual do ex-presidente Bill Clinton.</p>

Obama e Romney foram convidados neste verão para comparecer ao Clinton Global Initiative (CGI), disse um funcionário da cúpula, bem antes do discurso de Clinton na Convenção Nacional Democrata na semana passada, no qual ele expressou seu apoio a Obama e atacou duramente o candidato presidencial republicano.

Obama e Romney discursarão em sessões separadas no dia 25 de setembro, o último dia da reunião de três dias em Nova York que reúne chefes de Estado, líderes empresariais e celebridades para que assumam compromissos em lutar contra os males do mundo.

Não foram divulgados ainda os tópicos que eles pretendem abordar.

“Estou agradecido ao presidente Obama e o governador Romney por estarem tomando seu tempo para se unir a líderes de todas as partes da sociedade que escolhem tratar de nossos maiores desafios globais por meio da Clinton Global Initiative”, disse Clinton em um comunicado nesta segunda-feira.

“A CGI é formada com o espírito de congregar colaborações apartidárias e inter-setoriais para promover ação. Tenho orgulho de que, desde 2005, quando iniciamos, os membros da CI tenham obtido mais de 2.100 compromissos que já estão melhorando a vida de 400 milhões de pessoas em todo o mundo”, afirmou ele.

Esta semana Clinton deve fazer campanha para Obama nos Estados críticos de Flórida e Ohio. Ele criticou Romney e seu candidato a vice, o congressista Paul Ryan, durante um discurso na convenção democrata de Charlotte, no Estado da Carolina do Norte.

De volta aos holofotes políticos, Clinton disse no discurso que Obama não deveria ser responsabilizado pela economia ruim que herdou em 2009 e que ele estabeleceu as bases para um crescimento forte – se os eleitores lhe derem mais tempo com a reeleição em 6 de novembro.