Obama adverte China que ciberespionagem afeta relações

Presidente americano classificou como "muito franca" a recente conversa com XI Jinping e afirmou que espionagem pode ameaçar relações bilaterais

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou nesta segunda-feira como “muito franca” a recente conversa que teve com seu colega chinês, Xi Jinping, e explicou que abordou o tema da espionagem cibernética empresarial e que a mesma pode “afetar a base” das relações bilaterais.

“Eles entendem, acho, que estas questões podem afetar a base das relações entre os EUA e a China”, ressaltou Obama em entrevista para a emissora “PBS”, ao comentar o recente encontro entre os dois na Califórnia.

“Tivemos uma conversa muito franca sobre a cibersegurança”, acrescentou Obama, mas disse com certa ironia que “não espera nesses encontros que um líder chinês reconheça a veracidade destas acusações”.

O presidente americano fez questão de diferenciar o que considerou como atividades de inteligência “frequentes”, que podem criar momentos de tensão ocasionais e as supostas ações de ciberespionagem chinesas que têm como alvo as empresas americanas.

“Há uma grande diferença entre isso e a ação de um hacker diretamente conectado com o governo chinês ou o exército chinês que invade os sistemas da Apple para ver se consegue os projetos de seu último produto”, afirmou Obama. “Isso é roubo”, ressaltou.

Apesar das exigências dos EUA para que a China estabeleça medidas para frear esta pirataria, o governo chinês negou qualquer envolvimento em várias ocasiões.

Por último, Obama insistiu na importância de se consolidar as relações entre as duas maiores economias atuais e a responsabilidade da China pelo seu crescente peso global.

“Minha impressão do presidente Xi é que se consolidou bastante rapidamente dentro da China, que é mais jovem, enérgico, robusto e confiante que, talvez, outros líderes do passado”, disse Obama sobre o novo líder chinês, que assumiu o cargo há poucos meses.