Michelle entra em cena

Um nome de peso entra em cena hoje na campanha da democrata Hillary Clinton. A primeira dama Michelle Obama vai a Pittsburgh, na Pensilvânia, um dos estados fundamentais na corrida à Casa Branca. O timing não poderia ser melhor: nos últimos dias, Hillary vem pressionando seu adversário republicano Donald Trump em questões de gênero, acusando-o de misoginia e de pagar menos a funcionárias mulheres.

O apoio de Michelle é, nesse sentido, pode ser decisivo: 68% dos americanos aprovam a primeira dama. Políticos e candidatos não têm o mesmo apelo. Para o presidente Barack Obama, o índice é de 51%, o ex-presidente Bill Clinton tem 49%, o republicano Donald Trump, 34,5%. Michelle é muito mais popular que a própria Hillary, que conta 41% de aprovação.

Durante o último final de semana, sua campanha divulgou um vídeo em que mostra meninas se olhando no espelho enquanto o áudio relembra momentos em que Trump chamou mulheres de “porca” ou “gorda”. O assunto foi trazido também ao debate de segunda-feira, com Hillary afirmando que Trump trata mal as mulheres. O republicano fez pouco para negar as acusações e até estrategistas de seu próprio partido dizem que ele não soube lidar com a questão. Trump tem o apoio das mulheres de subúrbios e regiões rurais. Perder essas eleitoras pode custar caro.

Com os dois tecnicamente empatados antes do debate, e com diversos analistas, jornais e pesquisas apontando para a vitória de Hillary na noite de segunda-feira, ela deve despontar nas pesquisas dos próximos dias. Apesar disso, ambos os candidatos têm muito chão pela frente. O apoio de Trump entre as mulheres é de 28%; 43% das mulheres são favoráveis à democrata. Reduzir a aversão vai se essencial para levar a vitória em novembro. Hoje, esse trabalho cabe à carismática Michelle – que, como se vê na foto, é bem-vista até mesmo por adversários históricos dos republicanos.