O trunfo democrata: a economia

Nesta sexta-feira, o Ministério do Comércio americano divulga os resultados do segundo trimestre deste ano. As previsões da sede do banco central em Atlanta, que apontavam para um crescimento de 2,3% foram revisadas ontem para 1,8%, depois de centro de estatísticas dos Estados Unidos ter divulgado um novo relatório, que apontava déficit no varejo e no comércio exterior maior do que o esperado. Apesar da expectativa mais baixa, o resultado não abala o cenário econômico sólido em que o país se encontra.

O presidente Barack Obama, em seu último ano de mandato, deve entregar um país com a economia em ordem. O PIB deve crescer 2% este ano, a inflação deve ficar em 1,4% e o desemprego não deve passar dos 4,7%. A economia chegou a um ponto de estabilidade que, esta semana, o Banco Central deu pistas de que pode aumentar a taxa de juros até o fim do ano. Com isso, a inflação deve cair ainda mais e atrair os investidores estrangeiros. Ótimo para impulsionar o crescimento do país para além dos esperados 2% para 2017, mas péssimo para países emergentes como o Brasil, que estão brigando pela atenção dos investidores.

Para Obama, seria como encerrar sua gestão com chave de ouro, pelo menos na economia. A dúvida é se o legado positivo de Obama vai influenciar nas eleições deste ano. Seria um ponto e tanto para a candidata democrata Hillary Clinton, nomeada oficialmente ontem, e poderia enfraquecer o lema da campanha de Donald Trump – Make America Great Again, algo como Faça a América Importante de Novo. Mas Trump tem falado pouco e quase nada de economia. E não tem sofrido com isso. As últimas pesquisas mostram que ele está à frente na corrida. Para os democratas, quanto mais economia, melhor.