Novos ataques na Síria matam 20

A maioria foi atingida durante o bombardeio contra o reduto opositor de Homs, coincidindo com a realização da conferência dos 'Amigos da Síria' na Tunísia

Cairo – Ao menos 20 pessoas, entre eles três crianças, morreram nesta sexta-feira em diferentes ataques das forças de segurança sírias, a maioria no bombardeio contra o reduto opositor de Homs, coincidindo com a realização da conferência dos ‘Amigos da Síria‘ na Tunísia.

O grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL) informou em comunicado a morte de 13 pessoas em Homs, duas em Deraa (sul), duas em Aleppo (norte), uma em Deir ez Zor (este), outra em Hasaka (nordeste) e uma última em Idlib (norte).

A cidade de Homs, atacada desde o início do mês, continua sendo alvo dos bombardeios das tropas leais ao regime de Bashar Al Assad, que deixaram centenas de vítimas e há dois dias causaram a morte de dois jornalistas estrangeiros.

Os CCL indicaram que, desde o início da manhã, foram retomados os ataques contra vários bairros da cidade, especialmente contra o de Baba Amr, o mais castigado pela ofensiva.

As manifestações em apoio à população de Baba Amr se estenderam nesta sexta pelas províncias de Idlib, Aleppo, Deir ez Zor e em localidades dos arredores de Damasco. Várias passeatas foram reprimidas com violência pelas forças da ordem.

Nos arredores da capital, alguns povoados foram atacados pelos efetivos de segurança e do Exército, que promoveram campanhas de detenções e desdobraram tanques perto das principais praças e mesquitas para evitar protestos.

As forças do regime também entraram em duas aldeias da região de Jabal al-Zawiya, em Idlib, perto da fronteira com a Turquia, e atearam fogo em várias casas.

Entre os imóveis incendiados, segundo os CCL, está o do comandante do Exército Livre Sírio (ELS), Riad Al Asaad, que lidera os desertores de sua base no sul da Turquia.

Esta nova jornada de violência acontece no mesmo dia em que a conferência de ‘Amigos da Síria’, realizada na Tunísia, procura avançar em direção à resolução do conflito, com a ausência da Rússia e da China.

O presidente tunisiano, Moncef Marzuki, proporá nesta sexta aos participantes do encontro a criação de uma ‘força de intervenção não militar’, formada basicamente por capacetes azuis árabes e forças de pacificação da ONU.