Novo parlamento toma posse na Catalunha nesta quarta

ÀS SETE - Apesar de estar exilado, Carles Puigdemont foi escolhido para assumir o comando da Catalunha novamente pela coalizão independentista

Os últimos três meses foram especialmente turbulentos na Catalunha, região da Espanha que tentou declarar independência em outubro do ano passado, e os próximos não prometem ser mais tranquilos.

O líder independentista, Carles Puigdemont, foi deposto pelo governo espanhol por se voltar contra as leis do país, mas ele mesmo deve ser anunciado como o novo governante da região nesta quarta-feira, na sessão de posse do novo Parlamento.

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Mas não é certo de que ele poderá assumir o cargo. Desde o início de novembro, quando a Justiça espanhola deu ordem de prisão a Puigdemont e outros políticos envolvidos com o movimento pela independência, o líder deposto está exilado em Bruxelas, na Bélgica, para evitar a cadeia.

Apesar da distância, ele foi escolhido para assumir o comando da Catalunha novamente pela coalizão independentista, que venceu as eleições realizadas em dezembro, com Puigdemont tendo sido o candidato mais votado.

A ideia é de que ele assuma o cargo remotamente, mesmo os advogados do Parlamento tendo afirmado que é difícil defender sua permanência.

O governo espanhol já afirmou que não tolerará um governo via Skype na Catalunha, nem que outro deputado receba o cargo em seu nome.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ameaçou assumir o governo da região caso os parlamentares insistam nessa possibilidade.

Ainda não se sabe se Puigdemont retornará ao país, já que corre o risco de ser preso assim como está seu ex-vice, Oriol Junqueras, líder do partido aliado Esquerda Republicana Catalã.

Com Junqueras preso, o partido acabou selecionando outro nome para assumir o comando do Parlamento, Roger Torrent.

Ele é, atualmente, prefeito de sua cidade natal, Sarrià de Ter, cargo para o qual foi eleito com 70% dos votos em 2015 — e que certamente precisará deixar.

Vai trocar o certo pelo duvidoso, num momento em que as confusões em torno do comando da Catalunha permanecem.