Nova Democracia e Syriza, partidos favoritos nas eleições gregas

Pesquisas indicam que nenhum deles conseguirá maioria necessária

Atenas – Os eleitores gregos voltam às urnas neste domingo para escolher um novo governo, com dois partidos favoritos: a conservadora Nova Democracia (ND) e a esquerdista Coalizão da Esquerda Radical (Syriza).

As pesquisas indicam que nenhum deles conseguirá a maioria necessária para formar governo sozinho, sem depender de alianças.

Enquanto os gregos votam, o restante da Europa observa o processo político na Grécia com atenção e aguarda o resultado, que será crucial para determinar o futuro do país na zona do euro.

Cerca de 20 mil colégios eleitorais abriram as urnas às 7h locais (1h de Brasília) e permanecerão abertos até 19h locais (13h de Brasília), com quase 10 milhões de gregos cadastrados para eleger os 300 membros do Parlamento de Atenas.

Confira a seguir uma lista dos principais partidos gregos:.

– Coalizão da Esquerda Radical (Syriza). Grupo associado ao Partido da Esquerda Europeia dirigido pelo jovem Alexis Tsipras, foi a surpresa das eleições passadas. Exige a derrogação do memorando de austeridade, a fiscalização da dívida e seu eventual cancelamento parcial e a nacionalização dos bancos, além da permanência na zona do euro.

– Nova Democracia (ND). Tradicional partido conservador grego dirigido por Antonis Samaras e membro do Partido Popular Europeu. Participou do governo de coalizão com o Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok) então dirigido por Lucas Papademos e apoiou as medidas de austeridade exigidas pela UE, embora agora pretenda renegociar os termos do memorando.

– Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok). Principal partido social-democrata grego dirigido até pouco tempo atrás pela família Papandreou, agora liderado pelo ex-ministro de Finanças Evangelos Venizelos. Pede aos seguidores que se mantenham fiéis ao pactuado com a Europa, embora ampliando os prazos das reformas.

– Gregos Independentes. Partido direitista e nacionalista criado pelos deputados expulsos da ND que se opuseram ao acordo de resgate com a UE. Advoga pela nacionalização do Banco Central e pelo fim das medidas de austeridade. Poderia dar apoio a um eventual governo do Syriza.


– Esquerda Democrática (Dimar). Dirigido por Fotis Kouvelis, o político mais popular entre os gregos, é uma cisão centro-esquerdista do Syriza. Embora crítico às medidas de austeridade, pede que o cancelamento do memorando seja ‘progressivo’ e não unilateral. Negou-se a participar de uma só coalizão com a ND e o Pasok.

– Partido Comunista da Grécia (KKE). Partido pró-soviético, ortodoxo e extremamente disciplinado. Exige a saída da Grécia da UE e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o cancelamento unilateral da dívida e a economia estatizada. Rejeita se aliar com outras formações esquerdistas por considerar que elas só pretendem uma ‘reforma do capitalismo’, o que motivou a perda de parte de seu apoio.

– Aurora Dourada. Grupo xenófobo e neonazista que, além do cancelamento do memorando, defende a expulsão dos estrangeiros da Grécia. É liderado por um ex-militar expulso do Exército nos 1970 acusado de terrorismo. Foi uma das surpresas das eleições do dia 6 de maio ao conseguir 7% dos eleitores.

– Drasi-Dimiourgia Xana. Aliança de duas pequenas formações liberais que nas eleições passadas concorreram separadamente – uma obteve 1,8% dos votos e a outra 2,1%. Defendem o memorando de austeridade, embora com condições, para renovar a Administração grega e buscam limitar a imigração ilegal. EFE