Netanyahu fala de “ameaça iraniana” em dia do Holocausto

"As pessoas que se negam a ver a ameaça iraniana não aprenderam nada do Holocausto", disse o primeiro-ministro

Jerusalém – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciou nesta quarta-feira o Irã e seu programa nuclear na cerimônia de início do Dia do Holocausto, em memória dos seis milhões de judeus exterminados pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

“As pessoas que se negam a ver a ameaça iraniana não aprenderam nada do Holocausto. Têm medo de dizer a verdade, que hoje, como na época (durante a Segunda Guerra Mundial), há pessoas que querem aniquilar milhões de judeus. Isso é desprezar o Holocausto e um insulto as suas vítimas”, declarou Netanyahu em um discurso no Instituto Yad Vashem de Jerusalém, dedicado ao estudo da Shoah.

Os eventos começaram às 20h00 (14h00 de Brasília) com uma cerimônia da qual participaram o primeiro-ministro israelense, o presidente Shimon Peres e diversas autoridades e diplomatas.

“A verdade é que um Irã dotado da arma nuclear é uma ameaça existencial ao Estado de Israel. Um Irã nuclear representa uma ameaça imediata também para os demais países da região e para a paz no mundo. É preciso impedir que produza a arma nuclear. É o dever da comunidade internacional, mas antes de tudo, é nosso dever”, insistiu Netanyahu.

Na quinta-feira, como a cada ano, os israelenses vão parar às 10h00 locais (04h00 de Brasília) por dois minutos, enquanto as sirenes soarão em todo o país.

Israel possui dezenas de milhares de sobreviventes do Holocausto, a maioria com mais de 80 anos.