Nepalesas acusam diplomata saudita de estupro na Índia

Uma equipe de policiais as resgatou na segunda-feira na casa do diplomata na cidade de Gurgaon, nos arredores de Nova Délhi

Duas empregadas domésticas nepalesas acusam um diplomata saudita de tortura e estupro em sua residência, nos arredores de Nova Délhi, indicou nesta quarta-feira um funcionário da polícia.

As mulheres, de 30 e 50 anos, apresentaram uma denúncia contra o diplomata que, segundo elas, as agrediu sexualmente em diversas ocasiões, disse Rajesh Kumar à AFP.

Uma equipe de policiais as resgatou na segunda-feira na casa do diplomata na cidade de Gurgaon, nos arredores de Délhi, depois que uma terceira empregada alertou uma ONG, disse.

“Abrimos uma investigação por estupro, sodomia e sequestro após a denúncia”, explicou Kumar.

As mulheres declararam que alguns dos convidados do diplomata também as estupraram, razão pela qual as autoridades também investigam um estupro coletivo.

A embaixada da Arábia Saudita ainda não pôde ser contactada pela AFP.

A polícia ainda precisa determinar se o diplomata goza de imunidade diplomática antes de prosseguir com a investigação.

Uma das mulheres declarou ao canal de televisão NDTV que elas permaneceram sequestradas durante quatro meses na residência de Gurgaon.

“Nos estupraram e prenderam, não tínhamos nada para comer. Quando quisemos fugir, nos maltrataram”, disse com o rosto coberto por um véu para não ser identificada.

Milhares de nepaleses abandonam todos os anos seu país para trabalhar no exterior como empregados domésticos ou operários no setor da construção.

Viajam principalmente à Índia e aos países árabes e, segundo várias ONGs, frequentemente são vítimas de abusos por parte de quem os contratam.