Na maior democracia da África, mulheres retrocedem na política

A Nigéria tinha um dos índices mais baixos do mundo de mulheres no parlamento antes das últimas eleições. Agora, tem menos ainda

Na maior democracia da África, as mulheres estão lutando para ter algum progresso quando se trata de representação política.

A Nigéria, país onde vivem quase 200 milhões de pessoas, tinha um dos índices mais baixos do mundo de mulheres no parlamento antes das eleições gerais em fevereiro e março. Agora, essa representação é ainda mais baixa.

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Apenas 11 mulheres foram eleitas para a Câmara dos Deputados, o que representa o menor número desde que a nação na África ocidental derrubou o regime militar em 1999, de acordo com o Nigerian Women’s Trust Fund (NWTF).

Oito se elegeram nas campanhas para o senado, com 109 membros, em comparação com as sete na última eleição em 2015, disse o grupo em defesa das mulheres sediado em Abuja.

Antes das pesquisas mais recentes, a União Interparlamentar disse que 6% dos legisladores da Nigéria eram mulheres, classificando o país na posição 181, no ranking dos 191 países para os quais o grupo sediado em Genebra tinha dados.

Nas eleições de meio de mandato dos EUA em novembro, 102 mulheres foram eleitas na Câmara com 434 vagas, o que representa um número recorde, enquanto 25% do senado é do sexo feminino.

Ruanda tem a maior proporção de parlamentares mulheres do mundo, com aproximadamente 50%. Em 2003, o país ao leste do continente fez progressos depois de estabelecer uma cota para que 30% dos cargos eleitos fossem ocupados por mulheres.