Na França, “Le Black Friday” tem protestos contra a gigante Amazon

Enquanto consumidores nos Estados Unidos faziam fila para aproveitar os descontos da Black Friday 2019, ativistas organizaram protestos anticapitalistas

Enquanto consumidores nos Estados Unidos faziam fila para aproveitar os descontos da Black Friday 2019, ativistas organizaram protestos do lado de fora da sede e do centro de logística da Amazon.com na França para denunciar a promoção importada dos EUA.

Dezenas de ativistas anticapitalistas e ambientais protestaram em frente à sede da Amazon em Clichy, noroeste de Paris, e bloquearam temporariamente dois depósitos de logística no norte da França e Lyon, antes de serem retirados pela polícia. Os ativistas culpam a Amazon como um símbolo do advento da Black Friday na França, um impulso ao consumismo que, segundo eles, contribui para destruir o planeta.

Varejistas europeus seguiram a tradição americana de usar a Black Friday – a sexta-feira que segue o Dia de Ação de Graças – como pontapé inicial para a temporada de compras natalinas. A tendência chegou ao Reino Unido no início da década, quando redes locais reagiram aos descontos pós-Ação de Graças oferecidos pela Amazon. Com o tempo, a tendência se espalhou para a Europa continental. Varejistas franceses e alemães aumentaram a participação nos últimos anos.

Julie Valette, porta-voz da Amazon France, disse que a calma já havia retornado aos estabelecimentos na hora do almoço na sexta-feira.

“Não houve impacto para nossos clientes”, disse.

Valette disse que a Amazon anunciou uma promessa climática, visando atingir a meta de zerar as emissões de carbono 10 anos antes, no início de 2040. A gigante de varejo, com sede em Seattle, também encomendou 100 mil veículos elétricos e se comprometeu em usar 100% de energia renovável até 2030, afirmou.

Vídeos divulgados por ativistas no Twitter mostram a polícia retirando manifestantes à força do depósito da Amazon, próximo a Lyon.