Pilotos da Delta aceitam corte temporário desalário de 15%

<I>Acordo, aprovado em assembléia por 58% dos presentes, evita uma greve que poderia tirar a companhia do mercado</I>

Os 6 500 pilotos da americana Delta Air Lines aceitaram um corte temporário de 15% de sua remuneração, que resultará em economia de 143 milhões de dólares, em termos anualizados, à companhia em concordata desde setembro. O pagamento por hora de trabalho será reduzido em 14%, e outros cortes representarão queda adicional de 1%. O objetivo da Delta era obter 325 milhões de dólares eliminando custos trabalhistas.

A companhia, sediada em Atlanta, registrou prejuízos superiores a 11 bilhões de dólares nos últimos cinco anos. Já foram demitidos mais de 20 000 trabalhadores.

O acordo, aprovado em assembléia por 58% dos presentes, evita uma greve que poderia tirar a Delta do mercado e lhe dá tempo para negociar um acerto definitivo. Os pilotos fixaram 1º de março como prazo final para as negociações. Foi marcada uma assembléia em 22 de março para discutir os termos de um acordo permanente de corte de salários e benefícios. Caso não se obtenha consenso ou a assembléia anule o negociado um painel de arbitragem com três membros terá poder de impôr uma solução.

O objetivo final da Delta é obter mais 3 bilhões de dólares em corte de custos e aumento das receitas, além dos 5 bilhões fixados anteriormente como meta a ser alcançada até o final de 2006. Além de atacar a folha de pagamentos, a empresa vai reduzir a frota de aeronaves.

É a segunda vez em um ano que os pilotos da Delta aceitam redução salarial. Da última vez, eles se resignaram a um corte de 32,5%, informa o diário americano The Wall Street Journal, que rendeu à companhia 1 bilhão de dólares de economia por ano.