Merck vai demitir 11% da mão-de-obra

<I>Farmacêutica também vai fechar ou vender cinco de suas 31 instalações produtivas</I>

A Merck anunciou um plano de corte de custos que prevê a demissão de 7 000 empregados, 11% de sua força de trabalho, e o fechamento ou transferência de cinco de suas 31 instalações produtivas. Os investidores, no entanto, ficaram desapontados com o plano, carente de idéias novas para gerar crescimento, afirma reportagem do diário americano The Wall Street Journal.

É a primeira grande iniciativa do novo presidente executivo da Merck, Richard Clark, no comando desde maio. Além de demissões e fechamento de linhas de produção, a companhia pretende tornar-se mais rápida na fabricação de novos medicamentos e tornar-se responsável por inovações no mercado farmacêutico.

Clarck afirma que elementos de longo prazo do plano de reestruturação serão revelados em 15 de dezembro, quando os executivos da farmacêutica se encontrarão com investidores e analistas. “Vamos falar sobre pesquisa e desenvolvimento, onde vamos focalizar nossa energia no futuro. Será um modelo diferente do existente hoje.”

A companhia, diz a reportagem, sofre pressões de vários fronts, incluindo concorrência cada vez maior de fabricantes de genéricos e ações judiciais relacionadas ao Vioxx, um analgésico que não é mais comercializado — o que representa perda anual de 2,5 bilhões de dólares.

Para piorar, o medicamento mais vendido da Merck, o Zocor (para reduzir colesterol), perde a proteção de patente nos Estados Unidos no próximo ano, ameaçando um naco da receita anual de 5 bilhões de dólares, gerada pelo remédio. O valor em bolsa da Merck caiu 70% nos últimos cinco anos.