Europa cortará subsídios à produção do açúcar

Revisão do subsídio de 36% sobre os preços pode inviabilizar a fabricação na Finlândia e na Irlanda

A União Européia revisará seu programa de subsídios ao açúcar, que já existe há 40 anos. Atualmente, os produtores recebem uma ajuda de 36% sobre o preço do produto. O acordo fechado entre os países do bloco deve reduzir em um terço a produção. Com isso, a região deixará de ser um exportador líquido para se tornar importador.

A revisão faz parte da vitória obtida pelo Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). Liderando um grupo de países, os diplomatas brasileiros questionaram os subsídios ao açúcar e conseguiram sua revisão. Segundo o americano The Wall Street Journal,
a medida pode inviabilizar a indústria de açúcar da Irlanda e da Finlândia. Entre as propostas, está a de reduzir os custos de produção. Hoje, os europeus gastam três vezes mais que a média mundial para fabricar açúcar. A intenção é baixar essa diferença para duas vezes.

A União Européia irá impor taxas sobre o setor para financiar programas de compensação ao fim do subsídio. Serão apoiados plantadores que decidam sair desse mercado ou diversificar sua produção, fabricando, por exemplo, álcool combustível a partir do açúcar de beterraba. Todos os agricultores serão indenizados por 64,2% da receita que perderão com o fim dos subsídios. Aqueles que cortarem mais da metade de sua produção poderão ser compensados em até 100% das perdas por um período de cinco anos.