Acordo têxtil com os EUA pode beneficiar a China

Chineses devem ser favorecidos pelo fim da guerra de preços que prejudicava suas próprias empresas

O recente acordo têxtil entre a China e os Estados unidos pode ser benéfico para os chineses, porque trará mais previsibilidade à sua indústria. Segundo os especialistas, o acordo acabará com a guerra de preços travada entre os próprios exportadores chineses, que contribuía para que a explosão de exportações para os americanos não se convertesse em maiores margens de lucro.

O documento assinado em novembro impõe restrições ao ritmo de crescimento das exportações de têxteis chinesas para os Estados Unidos. Em 2006, as vendas só poderão crescer entre 10% e 15%. Para 2007, a expansão deverá ficar entre 12,5% e 16%; e, em 2008, entre 15% e 17%. Trata-se de uma brutal redução na taxa de crescimento, segundo o americano The Wall Street Journal. No primeiro semestre, por exemplo, as exportações somaram 15,4 bilhões de dólares um salto de 64% sobre o mesmo período de 2004.

Para Wu Fengshu, analista do China International Capital de Xangai, o acordo é positivo para os chineses, porque elimina uma boa parte da incerteza que permeava sua indústria têxtil, o que tornará mais fácil o planejamento e os investimentos nas fábricas.

Antes do acordo, o explosivo aumento de vendas não foi acompanhado por um incremento dos lucros. Em vez disso, os preços dos artigos têxteis caíram e pressionaram as margens dos fabricantes, devido à acirrada disputa pelos consumidores americanos.