GM vai cortar 30 000 empregos para baixar US$ 7 bi em custos por ano

<I>Plano prevê demissões até 2008 e fechamento de nove fábricas nos Estados Unidos e Canadá</I>

A General Motors anunciou nesta segunda-feira (21/11) uma drástica reestruturação de suas operações nos Estados Unidos e no Canadá, com a demissão de 9% de sua mão-de-obra total e fechamento de fábricas. O plano objetiva um corte de custos de 7 bilhões de dólares por ano, já a partir de 2006, e tenta trazer a montadora americana de volta aos lucros e à perspectiva de crescimento de longo prazo.

Rick Wagoner, presidente executivo e do conselho da companhia, afirma em nota oficial que a força de trabalho será reduzida até 2008. Serão fechadas nove plantas e três operações dedicadas a autopeças e manutenção. O alvo de redução de custos é 1 bilhão de dólares mais ambicioso do que a meta anterior. Quanto a demissões, o número de vagas que serão elimiadas cresceu 20%, de 25 000 para 30 000. A força de trabalho total da GM em todo o mundo é de 325 000 empregados.

“Essa medidas são necessárias para que a GM obtenha custos em linha com nossos maiores concorrentes globais”, diz Wagoner.

No final de 2008, a capacidade instalada da GM terá encolhido cerca de 1 milhão de unidades anuais. O recuo vai somar-se ao corte anterior, promovido entre 2002 e 2005, pelo qual 1 milhão de veículos deixaram de ser montados anualmente. A companhia vendeu 9 milhões de automóveis no ano passado e o nível de utilização da capacidade instalada está na casa dos 85%, abaixo do praticado pelas montadoras asiáticas com fábricas em território americano.

Nos primeiros noves meses deste ano, a GM registrou prejuízo de 4 bilhões de dólares. Segundo o diário americano The Wall Street Journal, o resultado alimentou especulações de que a companhia pode entrar em processo de falência. As ações da montadora atingiram o valor mais baixo em 18 anos.