Bush consegue poucos avanços na China

Presidente americano cobrou respeito à propriedade intelectual e flexibilização do yuan, mas obteve apenas colaboração no combate à gripe aviária

O presidente americano George W. Bush parte da China nesta segunda-feira (21/11) com poucos resultados concretos nas questões econômicas mais polêmicas. Pressionado pelo Congresso americano a reduzir o grande déficit comercial com o parceiro asiático, bem como a transferência de empregos para os chineses, Bush cobrou do presidente Hu Jintao medidas de proteção à propriedade intelectual e maior apreciação do yuan a moeda chinesa. De prático, a única conquista foi uma declaração de que a China aumentará a colaboração no combate à gripe aviária.

Bush também defendeu maior respeito aos direitos humanos e à liberdade religiosa. O presidente americano participou, inclusive, de uma missa na igreja de Gangwashi, uma das poucas cujo funcionamento é autorizado pelo governo. O ato foi ignorado pela TV estatal chinesa e pelos serviços noticiosos de internet mais acessados no país.

O leque de questões econômicas e políticas apresentado durante a visita reflete as prioridades de Washington de envolver a China em um estreito laço comercial e político, sem deixar de pressionar por maior abertura aos direitos humanos. Especialistas ouvidos pelo americano The Wall Street Journal sugerem, porém, que a influência dos Estados Unidos sobre o país está diminuindo. Além disso, os americanos estariam mais preocupados neste momento com a reconstrução do Iraque.