EUA facilitam acesso de investidor estrangeiro a companhias aéreas

<I>Mas limites à participação no capital das empresas americanas do setor de aviação civil foram mantidos</I>

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (2/11) planos para relaxar as regras que inibem o investimento estrangeiro em companhias aéreas americanas. O Departamento de Transportes declarou que vai abandonar a interpretação rígida das leis atuais que vinha bloqueando qualquer influência de cidadãos ou investidores estrangeiros na direção de empresas do setor aéreo.

Com a possibilidade de participar diretamente na gestão das empresas, mais estrangeiros poderão injetar dinheiro novo no combalido mercado americano, afetado duramente pela queda das receitas depois dos atentados terroristas em 11 de setembro de 2001 e da escalada dos preços dos combustíveis.

O ajuste na política oficial não vai levar a uma inundação de capitais estrangeiros no setor, ressalva reportagem desta quinta-feira (3/11) do diário britânico Financial Times. Mas a reestruturação de negócios que se tornaram verdadeiras fábricas de prejuízo pode propiciar boas oportunidades de compra, diz Jeff Shane, subsecretário de políticas do Departamento de Transportes americano.

A flexibilização de regras também pode melhorar o diálogo com a União Européia (UE), que há muito tempo pede aos Estados Unidos maior abertura ao investimento estrangeiro no setor aéreo.

Mas o Departamento de Transportes não alterou, e nem poderia, as restrições de propriedade, de competência exclusiva do Congresso. Entidades estrangeiras podem deter até 25% das ações com direito a voto em uma companhia aérea americana, ou até 49% do capital total caso seu país de origem seja signatário de um tratado bilateral de livre acesso ao espaço aéreo. Qualquer liberalização destas regras parece improvável no médio prazo.