Expansão chinesa acirra divisão entre republicanos nos EUA

Partido do presidente George W. Bush está dividido entre os que ressaltam os benefícios comerciais e os que temem o avanço militar da China

Os republicanos estão cada vez mais divididos sobre o modo como os Estados Unidos devem responder ao crescimento da China. O Congresso americano é o principal foco de preocupações de Pequim, neste momento, já que é visível a indisposição parlamentar em assistir à emergência de um país capaz de rivalizar com os americanos em poderio econômico e militar.

Membros do Partido Republicano o mesmo do presidente George W. Bush lideram blocos opostos no Congresso. O Comitê Parlamentar da China, composto por 31 congressistas e liderado pelo republicano J.Randy Forbes, representa o temor do país em relação ao avanço militar chinês. O outro grupo concentra-se no Grupo de Estudos EUA-China, formado por 35 parlamentares, sob a liderança do republicano Mark Kirk.

Enquanto o primeiro bloco argumenta que o poderio militar chinês está se tornando cada vez mais ameaçador, Kirk afirma que é preciso que os Estados Unidos avancem nas relações diplomáticas e comerciais com o país, a fim de reduzir as ameaças militares e abrir grandes oportunidades de negócio. Chicago, seu distrito eleitoral, é sede de três grandes empresas que mantêm negócios na China: Boeing, Motorola e United Airlines, de acordo com o americano The Wall Street Journal.

Os dois grupos entraram em choque no início deste ano, durante as discussões da lei que impediu a estatal chinesa Cnooc de comprar a petrolífera americana Unocal. Forbes foi contrário à aquisição por temer que a Cnooc pudesse obstruir o acesso do país a fontes de petróleo. Além disso, a compra permitiria aos chineses monitorar as instalações americanas no Golfo do México e no Alasca. A lei foi aprovada por 398 votos, contra 15.