Economia chinesa desafia temor de desaceleração

Investimentos e saldo comercial ajudaram o país a expandir-se a uma taxa de 9,4% entre julho e setembro

A forte taxa de crescimento da China no terceiro trimestre fez com que a expectativa de uma desaceleração de sua economia se evaporasse. No período, o Produto Interno Bruto do país cresceu o equivalente a uma taxa anualizada de 9,4%. Trata-se do nono trimestre consecutivo em que a taxa supera os 9%, de acordo com o governo chinês.

Nos nove primeiros meses do ano, os investimentos em capital fixo subiram 26,1%, um pouco abaixo dos 27,7% registrados no mesmo período do ano passado. Diante das restrições à liberação de crédito para os setores siderúrgico e de construção, a expectativa era de uma queda maior na taxa de investimento.

Uma análise da corretora UBS detectou um acentuado salto nas atividades de construção civil em julho. Para os analistas, se essa aceleração persistir, o país será obrigado a aumentar suas importações, sobretudo de aço e matérias-primas. Além disso, a construção continuará contribuindo para manter elevada a expansão do PIB.

“Esperamos que a demanda interna seja um fator muito mais importante no desenvolvimento futuro da China, apoiada por políticas que favoreçam o consumo e os investimentos”, afirmou o banco Goldman Sachs, em relatório publicado pelo americano The Wall Street Journal.